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Uma análise histórica da guerra fria e de seus desdobramentos na defesa antiaérea na europa. Após a segunda guerra mundial, a europa foi dividida ideologicamente, levando a uma corrida armamentista e a formação de alianças militares. O texto aborda a evolução doutrinária e material da artilharia antiaérea durante este período, destacando a batalha da normandia e a importância da corrida armamentista na indústria bélica. Palavras-chave: guerra fria, europa, artilharia antiaérea, história.
O que você vai aprender
Tipologia: Notas de aula
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RIO DE JANEIRO 2013
DECEx - DETMIL ESCOLA DE ARTILHARIA DE COSTA E ANTIAÉREA
1º Ten Art RENATO MARQUES DE MIRANDA
M672g 2013 Miranda, Renato Marques de A Guerra Fria Na Europa E seus Desdobramentos Para A Defesa Antiaérea/Renato Marques De Miranda 46f. :il Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, Rio de Janeiro, 2013.
1.História 2.Artilharia 3.Europa. I. Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea II. Título
CDD:355.
DECEx - DETMil ESCOLA DE ARTILHARIA DE COSTA E ANTIAÉREA COMUNICAÇÃO DO RESULTADO FINAL AO POSTULANTE (TCC)
MIRANDA, Renato Marques de (1º Ten Art). A Guerra Fria na Europa e seus desdobramentos para a defesa antiaérea. Trabalho de Conclusão de Curso apresentado no programa lato sensu como requisito parcial para obtenção do certificado de especialização em Operações Militares. Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea.
Orientador: CÉSAR BONFIM MENINE CAMELO PRODOSCIMO – Cap Art
Resultado do Exame do Trabalho de Conclusão de Curso: __________________________
COMISSÃO DE AVALIAÇÃO
Rio de Janeiro, ___ de ____________ de 2013.
CÉSAR BONFIM MENINE CAMELO PRODOSCIMO – Cap Art PRESIDENTE
ARILSON PINHEIRO PAIVA – Maj Art MEMBRO
ANDRÉ RICARDO MOURÃO CHAVES – Cap MB MEMBRO
AAe Antiaéreo(a) AAAe Artilharia Antiaérea Anv Aeronave Btl Batalhão Can Canhão DAAe Defesa Antiaérea Disp Disparos EUA Estados Unidos da América F Ae Força Aérea F Dbq Força de Desembarque IFF Identification Friend or Foe. Sigla em inglês para um sistema do radar que identifica se a aeronave detectada é amiga ou inimiga. IV Infravermelho Ini Ae Inimigo Aéreo kg Quilôgrama(s) km Quilômetro(s) m Metro(s) min Minuto(s) mm Milímetro(s) Msl Míssil ONU Organização das Nações Unidas OTAN Organização do Tratado do Atlântico Norte Ptt Portátil s Segundo(s) SAM Míssil Superfície-Ar URSS União das Repúblicas Socialistas Soviéticas
MIRANDA, Renato Marques de. A Guerra Fria na Europa e seus desdobramentos para a defesa antiaérea, 2013. 46 f. Monografia – Escola de Artilharia de Costa e Antiaérea, Rio de Janeiro,
The catastrophic and calamitous situation that Europe was in the post war, by losers and winners, was an indisputable fact. After the Second World War, the Soviet Union armies occupied Eastern Europe, where Communist governments came to power, later forming the Warsaw Pact. On the other hand, had grown the North Atlantic Treaty Organization, with the objective of forming a front opposite to the socialist bloc, which was initially composed of allies from the Second World War. This dual ideology, led to an unbridled arms race, becoming known as the "Cold War", which began to plague not only Europe but also whole world in the subsequent decades. Despite heavy losses and setbacks elapsed during the "Cold War", it was found that this period has not passed in vain, confirming the Antiaircraft Artillery doctrinal and material evolution as a whole. This way, will be shown this evolution with historic facts, and presenting anti-aircraft weapons developed in the next decades.
Keywords: History; Anti-aircraft Artillery; Europe; doctrine; weapons; Cold War.
Este trabalho tem por finalidade apresentar a evolução doutrinária, e material proporcionada pelo desencadeamento da “Guerra Fria”. Inicialmente, será apresentada a situação catastrófica e calamitosa em que a Europa se encontrava no pós guerra, tanto por vencidos como por vencedores, o que era um fato indiscutível. Após a 2ª Guerra Mundial, os exércitos da União Soviética ocuparam a Europa Oriental, onde os governos comunistas chegaram ao poder no Bloco do Leste, formando posteriormente o Pacto de Varsóvia. Em contrapartida, fora criada a Organização do Tratado do Atlântico Norte, com o objetivo de constituir uma frente oposta ao bloco socialista, a qual era composta inicialmente dos aliados da 2ª Guerra Mundial. Posteriormente, será abordada a consequência dessa dualidade ideológica, que levou a uma desenfreada corrida armamentista, ficando conhecida como a “Guerra Fria”, que passou a assolar não só a Europa, como todo o mundo, nas décadas subsequentes a 2ª Guerra Mundial. Para que finalmente, seja evidenciado a evolução doutrinária e material da Artilharia Antiaérea decorrente de todos os eventos supracitados.
Neste capítulo serão abordados os fatos ocorridos após a guerra que levaram a Europa a adentrar na Guerra Fria.
2.1 A SITUAÇÃO SOCIOPOLÍTICA E ECONÔMICA DA EUROPA APÓS A SEGUNDA GUERRA MUNDIAL
As palavras de Winston Churchill, primeiro-ministro inglês durante a guerra, retratam de forma resumida como a Europa se encontrava sob seu ponto de vista.
"Gostaria de falar, hoje, do drama da Europa (...) Entre os vencedores só se ouve uma Babel de vozes. Entre os vencidos não encontramos mais do que silêncio e desespero."(Winston Churchill, 1946)
Já os alemães se referem a 1945, ano em que a guerra terminou, como a Stunde Null^1 , para descrever o quase-total colapso em que o país se encontrava. Esses comentários dão uma noção da situação catastrófica e calamitosa em que a Europa se encontrava no pós guerra, tanto por vencidos como por vencedores.
2.2 ASCENSÃO DA INFLUENCIA RUSSA (STALIN)
A Segunda Guerra Mundial, conhecida também como "A Grande Guerra Patriótica" na União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), devastou grande parte de seu território e população, sendo que 1 em cada 3 mortos na Guerra eram da URSS. Após a guerra, os exércitos da União Soviética ocuparam a Europa Oriental, onde os governos comunistas chegaram ao poder no Bloco do Leste. Essa árdua ascensão russa é bem ilustrada na seguinte passagem de JUDT.
(^1) Hora zero traduzindo do alemão
Em um esforço para manter a paz, os Aliados formaram a Organização das Nações Unidas (ONU)^3 , que oficialmente passou a existir em 24 de outubro de 1945, e aprovaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948, como um padrão comum para todos os Estados-membro, tendo em vista que a aliança entre a União Soviética e os Aliados Ocidentais havia começado a deteriorar-se ainda antes da guerra.
Enquanto as potências coloniais europeias tentaram reter parte ou a totalidade de seus impérios coloniais, a sua perda de prestígio e de recursos durante a 2º Guerra Mundial fez com que fosse insustentável manter esses objetivos, levando à descolonização da Ásia e da África.
A economia mundial sofreu muito com a guerra, embora os participantes da Segunda Guerra Mundial tenham sido afetados de forma diferente. A recuperação começou com a reforma monetária de meados de 1948 na Alemanha Ocidental e foi acelerada pela abertura política e econômica europeia, que o Plano Marshall (1948-1951) proporcionou tanto direta quanto indiretamente. A recuperação pós-1948 da Alemanha Ocidental foi chamada de milagre econômico alemão. Além disso, as economias italiana e francesa também se recuperaram. Em contrapartida, o Reino Unido estava em um estado de ruína econômica e entrou em um relativo declínio econômico contínuo ao longo de décadas.
O Plano Marshall ficou conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Europeia e foi o principal plano dos Estados Unidos para a reconstrução dos países europeus aliados nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial. O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro dos Estados europeus participantes em julho de 1947 em que a União Soviética e os
(^3) É uma organização internacional fundada em 1945 após a Segunda Guerra Mundial, com a função de facilitar a cooperação mundial nos mais diferentes aspectos, e colaborar na manutenção da paz mundial, atualmente é composta por 193 países membros
países da Europa Oriental foram convidados, mas Stalin viu o plano como uma ameaça ao comunismo e vetou a participação dos países sob o controle soviético.
O plano permaneceu em operação por quatro anos a partir de julho de 1947. Quando o plano foi completado, a economia de cada país participante, tinha crescido consideravelmente, o que proporcionou duas décadas de crescimento e prosperidade à Europa Ocidental.
Devido as consequências da guerra, a Europa enfrentava cada vez mais manifestações contra os governos. Os Estados Unidos analisaram a crise européia e, concluíram que ela colocava em risco o capitalismo, podendo dar espaço para a expansão do comunismo.
Isso foi determinante para a efetividade do Plano Marshall. No início os recursos foram utilizados para comprar alimentos, fertilizantes e rações, porém com o tempo foram sendo destinados a compra de matérias-primas, produtos semi-industrializados, combustíveis, veículos e máquinas, sendo que aproximadamente setenta porcento (70%) desses bens eram de procedência norte-americana. Quase toda Europa ocidental entrou num elevado nível de recuperação.
Com a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) os Estados Unidos garantiram a exportação de excedentes e concretizaram a hegemonia econômica sobre o velho continente.
A divisão pós-guerra do mundo foi formalizada por duas alianças militares internacionais, a OTAN, liderada pelos Estados Unidos, e o Pacto de Varsóvia, liderado pela União Soviética. O longo período de tensões políticas e militares proveniente da concorrência entre esses dois grupos, a Guerra Fria, seria acompanhado de uma corrida armamentista sem precedentes e guerras indiretas.
A definição para a expressão Guerra Fria é de um conflito que aconteceu apenas no campo ideológico, não ocorrendo um embate militar declarado e direto entre Estados Unidos e URSS, até mesmo porque, estes dois países estavam armados com mísseis nucleares. Um conflito armado direto significaria o fim dos dois países e, provavelmente, da vida no planeta Terra.
Esse pacto militar foi instituído em resposta à OTAN, organização que uniu as nações capitalistas da Europa Ocidental e os Estados Unidos para a prevenção e defesa de possíveis ataques dos países do Leste Europeu.
Os países integrantes desse Pacto eram a União Soviética, Alemanha Oriental, Bulgária, Hungria, Polônia, Tchecoslováquia, Romênia e Albânia, sendo que a estrutura militar seguia as diretrizes soviéticas.
A estratégia soviética, como a dos EUA, foi principalmente visando a garantia de sua área de influência sem que isso levasse a um conflito nuclear direto com o adversário. Portanto, resultou em um nível reduzido de atividade militar, mesmo dentro das fronteiras.
Desde o início da Guerra Fria, a Europa passou então, juntamente com os Estados Unidos e a URSS, a participar da desenfreada corrida armamentista. Essa corrida desenfreada era movida pelo receio recíproco de que o inimigo passasse a frente na produção de armas, provocando um desequilíbrio no cenário internacional.
Novos blindados, submarinos, navios de guerra, aviões, canhões, mísseis antiaéreos e balísticos se constituíam em parte das armas convencionais que vieram a ser criados ou passar por enormes processos de evolução e modernização.
Dentre os armamentos citados, cresce de importância a citação das ameaças aéreas, afinal, é contra elas que está a base doutrinária de toda Artilharia Antiaérea. Ela consiste em todo vetor empregado para, direta ou indiretamente, destruir ou neutralizar objetivos terrestres e/ou outros vetores aeroespaciais.
A evolução desta ameaça ocorreu de forma progressiva na história desde a invenção do avião por Santos Dumont. No começo ela era relativamente inexpressiva, mas com o tempo foi
percebido o grande potencial representado pelo domínio do espaço aéreo para a projeção do poder.
Com o início da Guerra Fria, as armas nucleares, os jatos e os mísseis de longo alcance estavam no auge, e pensava-se que qualquer guerra seria curta e total. Os vetores aéreos passaram por um período de profunda evolução, no qual ao final da Guerra Fria, aeronaves de alta performance haviam sido desenvolvidas, como por exemplo os seguintes caças: F-15 (otimizado para o combate aéreo); A-10 (para apoio aéreo aproximado) e o F-16 (avião de emprego variado).